2055 — O Gigante que Aprendeu a Cuidar

Cena futurista de uma cidade brasileira moderna com prédios sustentáveis, bandeira do Brasil hasteada no topo de uma torre de vidro, trens de alta velocidade suspensos, áreas verdes e pessoas caminhando em um boulevard iluminado pelo pôr do sol. Texto na imagem: ‘Como o Brasil se tornou uma Escandinávia Tropical (e você pode provar que é possível)’.”

Crônica de um Brasil que parou de desperdiçar seu potencial. A MANHÃ TRANQUILA (Outubro, 2055) São 7 da manhã em uma cidade média brasileira. O silêncio nas ruas não é de vazio, é de ordem. Nas calçadas, crianças caminham para a escola pública do bairro. Elas não sabem, mas aquela escola tem piscina aquecida, robótica … Ler mais

Quando a Coerência Obriga: O Dia em que Tive de Defender Júlia Zanatta

Há, na taxonomia dos desgostos políticos, aqueles ligeiros, quase perdoáveis — e há Júlia Zanatta. A deputada ocupa, em meu panteão de aversões, um nicho privilegiado: não pela vulgaridade das ideias (essa é moeda corrente em Brasília), mas pela consistência com que vocaliza aquilo que considero filosoficamente repugnante. Não é antipatia: é incompatibilidade de cosmovisão. … Ler mais

A Nova Ordem Moral: Como a Direita Convenceu o Pobre de que a Culpa é Dele

A ascensão de candidatos e ideias de direita entre os setores mais pobres da população brasileira não é um fenômeno recente, mas ganhou força nos últimos anos. É um processo que desafia explicações simplistas. O que leva alguém que depende de serviços públicos básicos, que enfrenta jornadas de trabalho precárias e que sente na pele … Ler mais

O Idiota Está Entre Nós (E Às Vezes, Somos Nós)

Se você acha que idiota é apenas o sujeito que fala besteira no WhatsApp da família, talvez seja hora de abrir um dicionário grego. Lá, entre colunas jônicas e sábias de toga, o termo idiotés não significava burro, mas algo pior: aquele que não participa da vida pública. O apólitico. O alheio ao comum. O … Ler mais

📝Você é Energia? Ou Só Caiu no Truque da Metáfora?

Ilustração dividida ao meio: à esquerda, a silhueta de um corpo humano preenchido por pontos brilhantes simulando átomos; à direita, a Usina de Itaipu em funcionamento, sob um céu alaranjado, com um gráfico de energia ligando os dois elementos. No topo, o texto: “Você é energia? Ou só caiu no truque da metáfora?”. A imagem questiona o uso sensacionalista de comparações científicas em vídeos virais.

Um vídeo viral afirma que o corpo humano contém a energia de Itaipu, baseando-se na famosa fórmula de Einstein. A frase é cientificamente correta — mas profundamente enganosa. Nesta crônica, Carlito de Souza expõe como meias verdades científicas ganham força nas redes sociais e seduzem mais do que a mentira.

A História Esquecida dos Polímatas: Gênios que Moldaram o Conhecimento

“O homem universal é aquele que não se deixa reduzir à especialidade de um único saber.”— Peter Burke, historiador No alvorecer do século XX, em uma América marcada por avanços científicos vertiginosos e um fervor modernista que exaltava o progresso técnico acima da contemplação filosófica, um episódio destoava do compasso habitual. Em uma manhã de … Ler mais

Silenciar a verdade é mais grave que quebrar o decoro.”(Defenda Glauber Braga. Defenda a justiça.)

Por Carlito de Souza Quem me conhece sabe que não tenho político de estimação. Mas poucas coisas me revoltam tanto quanto ver a injustiça, nua e crua, sendo cometida diante dos nossos olhos — e silenciada pelo peso da conveniência política. No caso do deputado Glauber Braga, o que se presencia não é apenas um … Ler mais