68% Mais Feminicídios em 10 Anos: A Prova de Que Punir Mais Não Funciona

Não sou “Red Pill”. Não sou “Incel”. Não faço parte da “Machosfera”. Sou um homem de 58 anos, casado há 34, trabalhador, pai e cidadão. E, como milhões de outros homens comuns, estou observando algo acontecer diante dos meus olhos que a sociedade insiste em negar: a construção sistemática, cultural e agora jurídica de um gênero de segunda categoria.

Há uma década, nos disseram que o objetivo era a igualdade. Que o feminismo era sobre direitos iguais e fim da violência. Apoiamos. Quem, em sã consciência, defende bater em mulher? Ninguém decente.

Mas olhe em volta. O que temos hoje não é igualdade. É uma inversão revanchista. O discurso hegemônico nas redes, nas redações de jornais, nas séries de TV e, tragicamente, no Congresso Nacional abandonou a busca por justiça e abraçou a cultura da demonização coletiva.

E os dados — os frios, impiedosos dados — mostram: essa estratégia falhou. Pior: ela está criando monstros.


1. A Matemática da Desigualdade: Quando a Vida Dela Vale Mais que a Sua

Vamos começar pelo fato mais recente e irrefutável. A lei não é mais igual para todos no Brasil.

Em setembro de 2024, o Congresso sancionou uma alteração no Código Penal (Lei 14.994/2024) que eleva a pena do feminicídio para 20 a 40 anos. Parece justo proteger mulheres, certo? Até você olhar a comparação:

  • Homicídio Qualificado (traição, emboscada, motivo torpe): 12 a 30 anos.
  • Homicídio de um homem, de uma criança ou de um idoso (fora do contexto doméstico de gênero): Teto de 30 anos.
  • Feminicídio: Teto de 40 anos.

A matemática jurídica não mente. O Estado brasileiro acaba de oficializar que a vida de uma mulher vale, cronológica e penalmente, mais do que a vida de qualquer outro ser humano. Isso não é “ação afirmativa”. Isso é a quebra do princípio constitucional da isonomia.

Criou-se uma casta de vítimas “premium” e uma casta de réus “padrão”. Quando o Estado diz que matar X é mais grave do que matar Y apenas pelo gênero de X, ele valida a tese de que homens são cidadãos de segunda classe, cuja morte ou sofrimento pesa menos na balança da Justiça.

Imagine o absurdo: um filho que tortura e mata o pai idoso pega até 30 anos. Um homem que mata a esposa pega até 40. A vítima homem vale menos — e isso está escrito em lei.

E o mais devastador? Não está funcionando.


2. O Gráfico que Ninguém Quer Ver: A Prova do Fracasso

Entre 2015 e 2025, o Brasil intensificou como nunca o combate ao feminicídio. Lei Maria da Penha, tipificação específica, agravamento de penas, campanhas massivas. O resultado?

Os feminicídios SUBIRAM 68%.

De aproximadamente 930 casos em 2015 para 1.570 em 2025. Uma trajetória ascendente ininterrupta. Cada ano, mais mulheres morrem. Cada ano, novas leis. Cada ano, mais punição. E cada ano, mais mortes.

Globalmente, o cenário não é melhor. Segundo a ONU Mulheres, os feminicídios no mundo oscilam entre 38 mil e 40 mil casos anuais desde 2015 — uma estagnação absoluta. Nenhum país, com nenhuma estratégia, conseguiu reverter essa curva de forma significativa.

A conclusão é inescapável: o modelo punitivista-revanchista falhou. Não porque as leis são fracas. Mas porque o problema não é resolvido apenas com prisão. É resolvido com transformação cultural — e você não transforma cultura demonizando metade da população.

Quando você trata todo homem como agressor em potencial, quando retira a presunção de inocência no tribunal da opinião pública (veja o caso Neymar, salvo apenas por vídeos), quando normaliza hashtags como #MenAreTrash, você não educa. Você radicaliza.

O homem violento não se intimida com pena maior — ele já não pensa em consequências. O homem comum, aquele que seria seu aliado, vê isso e pensa: “Se sou tratado como monstro de qualquer jeito, por que devo me importar?” E assim, perdemos o único recurso real contra a violência: o homem decente.

Gráfico comparativo em português mostrando a evolução dos feminicídios no Brasil e no mundo entre 2015 e 2025. O gráfico superior apresenta uma linha ascendente representando o aumento de feminicídios no Brasil, passando de cerca de 950 para quase 1.600 casos anuais. O gráfico inferior mostra a linha global de feminicídios, com valores flutuando entre 37.000 e 48.000 casos por ano, sem grande variação ao longo do período.
Fontes: Dados consolidados a partir de múltiplas fontes do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), Atlas da Violência e Anuários de Segurança Pública.

3. A Cultura da Misandria Pop: O Homem como “Erro de Projeto”

Se na lei a assimetria foi institucionalizada agora, na cultura ela já opera há pelo menos dez anos.

Ligue a TV. Abra a Netflix. Observe os comerciais. O padrão de representação masculina pós-2015 sofreu uma mutação radical. O homem médio — o pai, o marido, o trabalhador — desapareceu para dar lugar a dois arquétipos:

  1. O Vilão Tóxico: O abusador, o estuprador em potencial, o “macho escroto”.
  2. O Idiota Incompetente: O marido que não sabe trocar uma fralda, que precisa ser salvo pela esposa “girl boss”, o sujeito emocionalmente atrofiado e risível.

Enquanto isso, a figura feminina foi sacralizada. Ela nunca erra, nunca mente, é sempre vítima ou heroína virtuosa. Essa narrativa maniqueísta, repetida à exaustão, cria um ambiente de misandria recreativa.

Hashtags como #MenAreTrash (“Homens são lixo”), #KillAllMen (“Matem todos os homens”) ou frases como “morte ao macho” circulam livremente nas redes, tratadas como piada ou empoderamento. Influenciadoras com milhões de seguidores fazem vídeos “brincando” sobre envenenar homens. Nada acontece.

Agora inverta o gênero. Imagine um homem postando #WomenAreTrash. Ele perderia o emprego em 24 horas, seria banido das plataformas e sofreria morte civil. Essa assimetria moral gera um ruído de fundo constante na cabeça de qualquer homem: “Você não é bem-vindo. Você é o erro. Sua existência é o problema.”

Segundo pesquisa da Pew Research Center (2020), 77% dos homens americanos sentem que a sociedade pune mais duramente suas falhas do que as das mulheres. No Brasil, embora sem dados sistemáticos, a percepção é idêntica — e os números de engajamento em conteúdos da “manosfera” não deixam dúvidas sobre o alcance desse sentimento.


4. A Fábrica de Radicais: Red Pills e Incels São Efeito, Não Causa

Aqui chegamos ao ponto cego da mídia. Jornalistas e acadêmicos olham para o surgimento dos grupos de “masculinidade tóxica” (Red Pills, Incels, MGTOWs) e perguntam, horrorizados: “De onde vem tanto ódio?”

A resposta é óbvia para quem não está cego pela ideologia: Newton não mentiu. Ação e reação.

Se você passa uma década dizendo a meninos e jovens homens que eles são opressores por natureza, que sua sexualidade é predatória, que sua opinião é inválida (“lugar de fala”), que seu sucesso é fruto de privilégio injusto — o que você espera que aconteça?

Eles não vão virar feministas dóceis. Eles vão procurar abrigo onde forem aceitos. A “manosfera” não cresceu porque os homens acordaram decidindo ser maus. Ela cresceu porque se tornou o único lugar onde o homem jovem ouve que tem valor, que não precisa pedir desculpas por existir.

Os dados são alarmantes:

  • Entre 2016 e 2023, buscas globais por termos como “Red Pill” e “MGTOW” cresceram 340% (Google Trends).
  • Andrew Tate alcançou 13 bilhões de visualizações antes de ser banido — mais que a maioria dos influenciadores progressistas somados.
  • Na Coreia do Sul, o movimento anti-feminista masculino elegeu um presidente em 2022. Nos EUA, o gender gap político atingiu 30 pontos percentuais em 2024, o maior da história.

E não, esses homens não são todos estupradores ou violentos. A maioria são garotos de 16, 18, 22 anos que simplesmente estão cansados de ser tratados como culpados por crimes que não cometeram.

O discurso feminista punitivista criou o vácuo. Os “coaches de masculinidade” apenas o preencheram com ressentimento e promessas de poder. Quem criou o monstro foi o laboratório social que tentou castrar psicologicamente metade da humanidade.

E antes que me acusem de “culpar as vítimas”: não estou justificando violência. Estou dizendo que ignorar a dinâmica de radicalização é tão estúpido quanto ignorar que água fervendo produz vapor. Você pode achar injusto, mas é física social.


5. A Vingança Silenciosa: O Homem Comum e a Guinada à Direita

Finalmente, chegamos à política. E aqui, os dados são cristalinos.

Analistas adoram culpar a economia pela ascensão global da “Extrema Direita”. Dizem que é a inflação, o desemprego, a crise de 2008. Estão errados. Ou, no mínimo, incompletos.

Dados do Financial Times, Gallup e institutos eleitorais mostram uma divisão sem precedentes: mulheres jovens estão indo massivamente para a esquerda; homens jovens estão indo massivamente para a direita.

Números concretos:

  • EUA (2024): Entre eleitores de 18 a 29 anos, Trump venceu com 56% dos homens contra 31% de Harris. Diferença de 25 pontos — o maior gender gap já registrado.
  • Coreia do Sul (2022): Yoon Suk-yeol foi eleito com 59% dos homens jovens contra 34% das mulheres. Sua campanha foi abertamente anti-feminista.
  • Brasil (2022): Bolsonaro teve 57% dos homens contra 48% das mulheres (Datafolha).
  • Argentina (2023): Milei venceu com maioria esmagadora entre homens jovens, muitos citando “cansaço do feminismo” como razão.

Isso não é coincidência. É uma revolta eleitoral.

O homem de centro, o trabalhador, o pai de família, não se vê representado num discurso que o chama de “privilegiado” enquanto ele rala 12 horas por dia para sustentar a casa e, ao chegar no sofá, é bombardeado por novelas, séries e comerciais que o retratam como idiota ou opressor.

Esse homem está migrando para candidatos e movimentos que, mesmo com defeitos gritantes, não o odeiam. A ascensão de Trump, Bolsonaro, Milei, Orban e Le Pen não é acidente. É o troco político de uma classe inteira que cansou de ser culpada por todos os males do mundo.

E aqui está o paradoxo cruel: ao empurrar os homens para a direita radical, o feminismo punitivista está, inadvertidamente, fortalecendo exatamente as forças políticas que mais ameaçam os direitos das mulheres. É uma autofagia ideológica.


6. O Que Dizem os Defensores (E Por Que Estão Errados)

Antecipando as críticas, porque sei que virão:

“Mas mulheres morrem mais! Logo, merecem mais proteção.”

Resposta: Ninguém nega a gravidade. Mas proteção não é sinônimo de pena maior. Se fosse, o Brasil já teria resolvido o problema — e os dados provam o contrário. Ademais, justiça não é uma competição de sofrimento. Se acreditamos em igualdade, ela precisa ser agora, não “depois que compensarmos o passado”.

“As leis são recentes. Precisam de tempo para funcionar.”

Resposta: A Lei Maria da Penha tem 18 anos. A tipificação do feminicídio tem 9 anos. Décadas de campanhas, delegacias especializadas, protocolos. E os números subiram 68%. Quanto tempo mais é necessário para admitir que a estratégia está errada?

“Você está equiparando ‘zoação na internet’ com violência física real.”

Resposta: Não estou equiparando. Estou dizendo que cultura importa. Se normalizamos o ódio contra qualquer grupo — mesmo que “só na zoeira” — criamos um ambiente que alimenta polarização. E polarização gera radicalização. E radicalização gera violência. É uma cadeia causal.


Conclusão: O Caminho para o Abismo (ou para a Saída)

Estamos à beira de um abismo social. Continuar esticando a corda, criando leis que institucionalizam desigualdade jurídica, promovendo narrativas culturais de ódio, ignorando os dados que gritam o fracasso — tudo isso não vai trazer justiça. Vai trazer ruptura.

Você não precisa ser Red Pill para ver isso. Você só precisa ter a coragem de dizer o óbvio:

Não existe justiça baseada na vingança.
Não existe sociedade funcional onde um gênero é tratado como sagrado e o outro como suspeito.
Não existe paz onde há guerra entre os sexos.

Então, o que fazer?

Não é mistério. É senso comum:

  1. Isonomia penal absoluta: Feminicídio e homicídio qualificado devem ter a mesma pena. Proteger mulheres não exige desvalorizar homens.
  2. Educação emocional para homens jovens: Ensinar regulação emocional, resolução de conflitos, empatia — isso previne violência muito mais que prisões de 40 anos.
  3. Fim da misandria recreativa: Se hashtags de ódio contra mulheres são crime (e devem ser), hashtags de ódio contra homens também devem ser. Ou liberamos tudo, ou censuramos tudo. A assimetria é insustentável.
  4. Incluir homens como aliados, não inimigos: Campanhas contra violência doméstica que não tratem todo homem como abusador em potencial. Que celebrem os homens bons — que são a maioria esmagadora.
  5. Abordar a crise de saúde mental masculina: Homens representam 79% dos suicídios no Brasil (MS, 2023). Isso é uma epidemia silenciosa que ninguém discute porque “homem não chora”. Talvez seja hora de conectar os pontos.

A escolha é simples:

Ou voltamos a tratar homens e mulheres como parceiros, com direitos e deveres iguais, e paramos com essa engenharia social de culpas coletivas…

Ou o futuro não será feminista. O futuro será um campo de batalha. E numa guerra entre os sexos, quem perde é a civilização.

Os dados estão aí. A curva ascendente de feminicídios apesar de todas as leis está aí. A polarização política está aí. A radicalização dos jovens está aí.

Podemos continuar fingindo que não vemos. Podemos continuar dobrando a aposta numa estratégia fracassada. Ou podemos ter a humildade de admitir: estávamos errados. E é hora de tentar outra coisa.

Porque se há algo que os últimos dez anos provaram, é que mais ódio não gera menos violência. Gera apenas mais ódio.

FONTES E REFERÊNCIAS

Legislação Brasileira

  1. Lei nº 14.994/2024 – Altera o Decreto-Lei nº 2.848/1940 (Código Penal) para tornar o feminicídio crime autônomo, agravar sua pena de 20 a 40 anos de reclusão e a de outros crimes praticados contra a mulher. Publicada no Diário Oficial da União em 10 de outubro de 2024.
    Fonte: Senado Federal – https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2024/10/10/lei-que-pune-feminicidio-com-ate-40-anos-de-reclusao-entra-em-vigor
  2. Código Penal Brasileiro (Decreto-Lei nº 2.848/1940) – Artigo 121 (Homicídio Qualificado: pena de 12 a 30 anos) e Artigo 121-A (Feminicídio: pena de 20 a 40 anos).
    Fonte: Planalto – http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848.htm

Dados sobre Feminicídios no Brasil

  1. Atlas da Violência 2025 – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Dados de 2023: 3.903 homicídios de mulheres, sendo 1.370 estimados como feminicídios no contexto doméstico. Crescimento de 2,5% entre 2022 e 2023.
    Fonte: IPEA – https://www.ipea.gov.br/atlasviolencia/publicacoes
  2. Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024 – Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Registrou 1.467 feminicídios em 2023, o maior número desde a criação da Lei do Feminicídio em 2015.
    Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública – https://forumseguranca.org.br/
  3. Evolução dos Feminicídios (2015-2025) – Dados consolidados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde mostram crescimento de aproximadamente 930 casos em 2015 para 1.570 em 2025 (aumento de 68%).
    Fonte: Ministério da Saúde / SIM-DATASUS

Dados sobre Feminicídios Globais

  1. Feminicídios em 2023: Estimativas Globais – ONU Mulheres e Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). Em 2023, 85.000 mulheres e meninas foram mortas intencionalmente em todo o mundo, sendo 51.000 (60%) por parceiros íntimos ou membros da família. Equivale a 140 mulheres mortas por dia, ou uma a cada 10 minutos.
    Fonte: ONU Brasil – https://brasil.un.org/pt-br/284409-feminic%C3%ADdios-em-2023-estimativas-globais-de-feminic%C3%ADdios-por-parceiro-%C3%ADntimo-ou-membro-da
  2. Femicide Brief 2025 – UNODC e ONU Mulheres. Confirma que o feminicídio continua tirando dezenas de milhares de vidas sem sinais de progresso real. Dados de 2024: 83.000 mulheres e meninas mortas intencionalmente, sendo 50.000 (60%) por parceiros ou familiares.
    Fonte: ONU Brasil – https://brasil.un.org/pt-br/305981-onu-137-mulheres-e-meninas-s%C3%A3o-mortas-todos-os-dias-por-parceiros-%C3%ADntimos-ou-familiares

Violência Doméstica no Brasil

  1. Pesquisa Visível e Invisível (2023) – Datafolha/Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Estima que 21 milhões de mulheres brasileiras já sofreram algum tipo de violência doméstica.
    Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública
  2. Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan/MS) – Em 2023, foram registrados 275.275 atendimentos a mulheres vítimas de violência, aumento de 24,4% em relação a 2022. Desses, 64,3% envolveram violência doméstica.
    Fonte: Ministério da Saúde / Atlas da Violência 2025

Polarização Política por Gênero

  1. Gallup Poll Social Series (2024) – Mulheres de 18 a 30 anos nos EUA são agora 30 pontos percentuais mais liberais que seus pares masculinos. O gap passou de aproximadamente 5 pontos em 2010 para 30 pontos em 2024.
    Fonte: Gallup – https://news.gallup.com/poll/649826/exploring-young-women-leftward-expansion.aspx
  2. “A New Global Gender Divide is Emerging” – Financial Times (2024). Análise de John Burn-Murdoch sobre a divisão ideológica global entre jovens homens e mulheres em países desenvolvidos.
    Fonte: Financial Times / The Week – https://theweek.com/politics/2024-gender-divide
  3. Eleições EUA 2024 – Entre eleitores de 18 a 29 anos, Trump obteve 56% dos votos masculinos contra 31% de Kamala Harris, um gap de 25 pontos percentuais.
    Fonte: American Enterprise Institute (AEI) – https://www.aei.org/research-products/report/the-politics-of-progress-and-privilege-how-americas-gender-gap-is-reshaping-the-2024-election/
  4. Eleições Coreia do Sul 2022 – Yoon Suk-yeol venceu com 59% dos homens jovens vs 34% das mulheres jovens (gap de 25 pontos). Sua campanha foi abertamente anti-feminista.
    Fonte: Courage Media – https://courage.media/2024/09/04/political-gender-polarization-among-young-people/
  5. Eleições Brasil 2022 – Bolsonaro obteve 57% dos votos masculinos contra 48% dos votos femininos.
    Fonte: Datafolha

Radicalização Masculina e “Manosfera”

  1. Google Trends (2016-2023) – Buscas globais por termos como “Red Pill”, “MGTOW” e “masculinidade” cresceram 340% entre 2016 e 2023.
    Fonte: Google Trends – https://trends.google.com
  2. Andrew Tate – Alcance Global – Antes de ser banido das principais plataformas, o influenciador alcançou aproximadamente 13 bilhões de visualizações totais.
    Fonte: Múltiplas fontes jornalísticas / Forbes

Suicídios Masculinos no Brasil

  1. Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde (2017) – Entre 2011 e 2016, foram registrados 62.804 suicídios no Brasil. Homens representaram 79% do total de óbitos.
    Fonte: Ministério da Saúde – https://www.saude.ms.gov.br/ministerio-da-saude-divulga-1-boletim-de-suicidio-no-pais
  2. Panorama de Óbitos por Suicídio no Brasil (2013-2023) – Estudo publicado em Debates em Psiquiatria (2025). De 2013 a 2023, foram registrados 144.566 óbitos por suicídio, predominando homens (79%) e adultos de 20 a 49 anos (59%).
    Fonte: Revista Debates em Psiquiatria – https://revistardp.org.br/revista/article/view/1459
  3. Boletim Epidemiológico SVSA/MS (2024) – Volume 55, Nº 4. Análise das taxas de mortalidade por suicídio entre 2010 e 2021, confirmando predominância masculina nos óbitos.
    Fonte: Ministério da Saúde – https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/edicoes/2024/

Estudos sobre Percepções de Gênero

  1. Pew Research Center (2020) – 77% dos homens americanos sentem que a sociedade pune mais duramente suas falhas do que as das mulheres.
    Fonte: Pew Research Center
  2. Survey Center on American Life (2024) – 43% dos homens da Geração Z se identificam como feministas, comparado a 61% das mulheres da Geração Z.
    Fonte: Survey Center on American Life – https://www.americansurveycenter.org/short-reads/gender-partisan-divide/

Contexto Internacional

  1. The Economist (2024) – Análise de dados de pesquisa em 20 países desenvolvidos mostrando polarização ideológica por gênero.
    Fonte: The Economist
  2. Brookings Institution (2025) – “The Growing Gender Gap Among Young People”. Análise de Elaine Kamarck e Jordan Muchnick sobre a mudança nas ideologias políticas de jovens eleitores.
    Fonte: Brookings – https://www.brookings.edu/articles/the-growing-gender-gap-among-young-people/

Observação Importante:

Todos os dados apresentados nesta crônica foram extraídos de fontes oficiais (governamentais e organismos internacionais) ou de institutos de pesquisa reconhecidos. Os números referentes aos feminicídios no Brasil (gráfico 2015-2025) foram consolidados a partir de múltiplas fontes do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), Atlas da Violência e Anuários de Segurança Pública. Para consulta detalhada de qualquer estatística, o leitor pode acessar os links fornecidos ou contactar as instituições citadas.

E num mundo incendiado por ressentimento, ninguém sai vivo.

Cartaz com fundo bege e manchas vermelhas simulando sangue, exibindo o texto “68% mais feminicídios em 10 anos — A prova de que punir mais não funciona”.

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